sexta-feira, 29 de julho de 2011

Irreal

Na realidade eu só preciso dormir por um long período.

Sinto

Gostaria de sair e caminhar sozinha. Sentar em um parque e aproveitar a atmosfera. Encontrar a natureza e respirar.
Hoje sei que não tenho consciencia de quem eu sou. Há definições de milhares de coisas, mas no meu vocabulário e no limitado hall de meus conhecimentos não há definição para eu mesma.
Penso que se eu começasse a tomar conscienca de quem sou as coisas se tornariam mais práticas, leves, mas posso estar profundamente enganada.
Sinto falta dos meus amigos. Quando estava com eles eu sentia que podia dar o melhor de mim e que eu estava começando a me conhecer.
Agora eu sinto um vazio enorme, mas ainda assim, sinto.
Nem tudo está perdido...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Devaneio matinal

Tudo parece perdido. Perco a sensibilidade do mundo e ela se aflora para dentro, mas não de uma forma positiva. É auto-destrutivo como os pensamentos vem e dizem "você está errada por completo, não deveria existir".
Não entendo.
A vida segue um padrão, mas eu não o acompanho e nem quero.
Me pego em devaneios e tudo o que eu mais quero é que apareça alguém e me salve. Um simples gesto seria capaz de me fazer chorar por horas.
De repente percebo que estou em um trem lotado deixando casa, pai, mãe, namorado, família e amigos em Santo André para ir a um lugar que desconheço, mas que me cativa itensamente.
Sinto um clima tenso mas apaixonado onde vou, provavelmente porque é longe de minha vida, mas dentro do peito sinto a angústia da procura por romantismo, por carinho.
Preciso encontrar, por mais que isso magoe 102% das pessoas que estão ao meu lado. Se as magoo tanto e as atrapalho, simplesmente irei embora. Não é egoismo, é necessidade.
Não posso mais apenas ouvir e guardar. As vezes acho que tenho muito a dizer, mas não posso.
É sufocante.